quarta-feira, 27 de julho de 2011

As Mazelas do Patrimonialismo da República Brasileira

Ao abordar as mazelas que o patrimonialismo causa àRepública, não se pretende estabelecer qualquer relação com o viés hipócrita davelha demagogia da ética e da moralidade, já tão desgastada pela falta deprática e pelo excesso dos discursos vazios.

Enfocaremos este assunto sob a égide da harmonia dohumanismo e da cidadania, onde a Democracia, a igualdade social e por que nãodizer, até mesmo o velho amigo Socialismo, são prioridades efetivas no sentidode determinar os rumos concretos da Nação.

O patrimonialismo faz mal à República porque consiste emlegitimar e legalizar feudos estatais na Máquina Pública que, mesmo distorcendoo curso natural do andamento da prática republicana, através das negociatasfeitas em nome de uma suposta governabilidade denominada aliança política, dá afalsa impressão de que a Democracia e a igualdade social estão ocorrendo dentrodo mais perfeito ordenamento jurídico e da plena cidadania em que, nenhumcidadão está tendo direitos subtraídos.

Entretanto, a realidade vem mostrando que, desde a inauguraçãoda construção do modelo de respaldo à governabilidade de Collor, por meio desurtos de delitos de corrupções que acabaram provocando crises que desaguaramem cassações e quedas de políticos, tanto no Executivo quanto no Legislativo eque, ainda poderão se transformar em caos, caso não haja um sistema de combateincisivo às mazelas, frutos dos vícios do patrimonialismo em nossa República emque, Grupos negociateiros vão se locupletar às custas dos suados impostos, pagospor todos, através dos feudos de cargos constituintes dos nossos Poderesconstituídos, Legislativo e Executivo, que compõem a quase totalidade da nossamáquina estatal.

Enquanto o vigor inescrupuloso do patrimonialismo ditar asregras de funcionalidade administrativa da nossa república, a Democracia e aigualdade social não terão exercício pleno. Vale a pena frisar que quando sefala na plenitude do exercício da Democracia e da igualdade social, não se pretendecorroborar a ilusão de que isso só vai acontecer com a eliminação das classessociais. Mesmo sendo este, o principal sonho do nosso velho amigo Socialismo, otempo tem mostrado que, dando a César o que é de César e a Deus o que é deDeus, atendendo aos verdadeiros ditames da equanimidade, a efetivação dohumanismo e da cidadania em nossas relações sociais, tornará a felicidade muitomais próxima do dia-a-dia de todos os brasileiros e brasileiras.

O Bem Comum, através dos produtos e serviços ofertados pelodesenvolvimento social, político e civil da nossa Nação, causará uma qualidadede vida jamais vista em todas as camadas sociais deste País, se conseguirmos extirparde vez, do nosso convívio cultural, o patrimonialismo como determinanteprimordial das nossas relações de Poderes Constituídos.

Para isso, é muito importante que os brasileiros ebrasileiras anti-patrimonialistas se desinibam para aproveitar este momento deextrema coragem da nossa Presidenta Dilma, apoiando-a, em cada atitude sua quevise enfrentar as mazelas causadas pelo patrimonialismo na nossa máquinaestatal.

Hoje, o Partido dos homens e das mulheres de bem deste País,deve ser o anti-patrimonialismo, por isso, vamos combatê-lo com toda a força danossa dignidade. O fim do patrimonialismo feudal nos poderes da nossa Repúblicadecretará a falência do assistencialismo paternalista e do populismoespetaculoso e em seu lugar, nascerá o suporte assistivo e a Democracia comigualdade social. Com o fim do patrimonialismo, não teremos mais, ossobreviventes da caridade daqueles que os detestam; mas, os sujeitosconstrutores da fraternidade que gerará a luta de um por todos e de todos porum. Com o fim do patrimonialismo, não precisaremos mais dos pais dos pobres;mas, dos filhos dos ricos produtores de riquezas para um Brasil de todos e detodas.

O fim do patrimonialismo promoveráa correção das assimetrias de oportunidades e de acessibilidade, concorrendoassim, para a mobilização popular exitosa que, por sua vez, despertarámobilidade social para a oxigenação necessária que, trará como fruto, aconsequente renovação dos atores do Poder deste País que, mesmo vivendo deretorno em retorno, será tudo aquilo que sonhamos, queremos e transformaremosem realidade, no dia em que conseguirmos nos libertar do autoritarismoumbilical.

PATRIMONIALISMO COMO QUESTÃO REPUBLICANA

República com patrimonialismo como ingrediente fundamental não é república,  é no mínimo, ditadura velada.

Por incrível que pareça, em pleno século XXI, com as conquistas tecnológicas revolucionárias que põem o homem em condições de avanços que poderiam ser libertários, a exploração do Homem pelo Homem, ainda continua arraigada nas entranhas das ideologias medievais, das quais as relações humanas não coneguem se desprender.

Na realidade o feudalismo, que ganhou nova cara com a suposta prática de democracia a partir da queda da maioria das monarquias do mundo, continua elegendo indivíduos ou grupos para se perpetuarem no poder, mediante mecanismos criados por estes para demarcação de terreno e a preservação de espaços políticos e sociais que lhes garantam circularem com toda a tranquilidade, apesar das frequentes denúncias de atos constantes e contínuos de corrupção, contra seus própios nomes.

Conforme o Professor Demétrio Carneiro, Democracia é compatível com liberdade. É compatível com justiça social. Liberdade e justiça social não são compatíveis com Patrimonialismo.

O papel do Estado moderno, a partir da apropriação dos recursos oriundos do trabalho da sociedade, é prover bens públicos. Em determinadas situações, coalizões formadas a partir do Poder, são capazes de transformar, em seu único favor, bens públicos em benefícios privados. Políticas públicas são desviadas de suas reais finalidades e deformadas em favor de indivíduos e ou grupos. Isto é Patrimonialismo e ele se encontra enraizado em nossa República.

O Patrimonialismo é a garantia da desigualdade.

O Patrimonialismo não dialoga com a redução da desigualdade ele usa reduções parciais de desigualdade como argumento para se mostrar à sociedade e principalmente aos mais desavisados, como  insubstituível, querendo causar a impressão de que está distribuindo renda. É o eleitor que imagina que, sem o político A ou B ele não teria acesso a um bem ou serviço, ao qual o Estado está obrigado a oferecer. Este bem ou serviço não dá nenhum mérito ao político, mas ao povo, que deveria se conscientizar disso, se libertar e escolher com responsabilidade, os seus prepresentantes. Ao político, poderia ser atribuído algum métrito, se ele oferecesse, do mesmo tributo mais bens e melhores serviços, ou se mantivesse bens e serviços, mas reduzindo tributos. Este seria um papel Republicano de um político descomprometido com o Patrimonialismo.

O Patrimonialismo não dialoga com a democracia. Ele usa a democracia e a manipula para se perpetuar no poder.

O Patrimonialismo é a desmoralização da política como forma de negociação entre indivíduos ou entre grupos de indivíduos. O Patrimonialismo é o uso da política como forma de dominação e garantia de benefícios privados. Ele afasta a política do cidadão, criando um espaço privado e especializado favorável às negociatas, e com isso afasta do cidadão a condição de realização plena da democracia em todas as suas dimensões, inclusive a política e a social.

 A luta contra o Patrimonialismo não pode ter partido ou interesse partidário. Nela não pode haver oposição ou situação, pois acima de tudo terá que estar o interesse maior do povo brasileiro. Há pró-patrimonialistas e anti-patrimonialistas em todos os partidos.

A luta contra o Patrimonialismo é essencialmente republicana e, assim, é de todos: brasileiros e brasileiras.

Educação Não é Alça de Caixão

É claro que entre o conhecimento, o senso comum e oconhecimento científico, existem grandes afinidades inerentes entre si, a seremconsideradas e que devem ser levada em conta, na medida em que partimos para obinômio Ensino-Aprendizagem.

Mesmo se levarmos em consideração a história de que comerleite com manga com febre poderá dar problema, que muita gente recorre aospreceitos discriminatórios e, com razão, temos que entender que o conhecimentodo senso comum é muito importante para a arquitetura do conhecimentocientífico. Por isso um não vive sem o outro.

Entretanto, por causa do populismo democratista, tão incisivonos nossos dias, tendemos a nos influenciar pelo voluntarismo compulsivo, onde,achamos que tudo é bem vindo, não importa de onde venha. Aí, corremos um sériode abdicarmos do nosso papel quanto a aquilo que nos compete, técnico esocialmente.

O preço da liberdade é a responsabilidade. E a verdade,enquanto um instrumento inacabado e parceiro inabalável da evolução humana deveser levado a sério em nome da produtividade, enquanto consequência fundamentaldo êxito humano. Então, cada vez que um grito perdido que não se sabe de ondevem, pretender ditar e editar regras sobre a Educação, temos que pensar muitosobre isso. Por exemplo, a OAB permite que qualquer cidadão vá a um Tribunaldefender uma causa, mesmo que isso seja indício de Democracia extrema? Será queCRO permite com facilidade que qualquer cidadão receite algum medicamento?Então, os professores têm que estar  deprontidão para entender que esta adesão indiscriminada à Educação poderá trazerà nós um prejuízo sem precedentes, inclusive a nossa auto-desvalorização.

Por isso precisamos estar alertas, mesmo sabendo que aEducação precisa urgentemente de resultados qualitativos que atendam àsexigências do mercado, mesmo sabendo que o mercado é um vício, porém, até quese encontre uma saída, temos que atender às suas demandas em nome da nossa sobrevivência,ainda que tenhamos tudo contra as regras do mercado, sabemos que no mercado nãohá almoço de graça, não há milagres.

Assim sendo, cabe a nós exercer um papel inalienável àrealidade que nos cerca, por mais revolucionários que sejamos, mas, acima detudo temos que nos preservar quanto aos direitos e as obrigações  que a nós nos é competência irrevogável,diante da sociedade.

Educação não é alça de caixão que qualquer fã do cadáver veme põe a mão. Educação é coisa séria, exige critérios e tem que ser preservadaem sua essência e em sua excelência, em mãos adequadas, mesmo que tenhamos aextrema noção da influência democrática.

Que não se confundam: professor é professor, médico émédico, advogado é advogado, pai é pai, aluno é aluno, escola é escola, casa écasa. Por mais que cada um tenha a contribuir e deve contribuir, cada um tem oseu papel e cada papel tem o seu limite e todos devem ser respeitados, em conformidadecom as suas competências.

Portanto, a Educação precisa de rumos e estes devem sernorteados pelos seus atores, resguardando a quem de direito, a devida contribuição.Pela Educação passam as formações de todas as outras áreas, então a Educação éa vertente da cidadania.

terça-feira, 19 de julho de 2011

As Idas e Vindas da Consciênci​a Humana

Se a paciência, a resiliência e a resignação forem aliadas inalienáveis entre si, no processo de construção da produtividade intelectual estrutural de qualquer sistema social que tenha como intuito prioritário, o Homem como um fim em si mesmo, então, admitiremos com facilidade que nenhum ser humano, nascido nesta Terra de meu Deus, deixará de ter uma habilidade a revelar.

E, ao conceber a perspectiva desta esplêndida possibilidade, logo implementaremos a felicidade como viabilidade palpável efetiva alcançável às expectativas das nossas simbioses existenciais.

Vale a pena salientar que, para manter aceso o curso da busca ativa deste objetivo imprescindível, o diligente ensaio constante na perseguição implacável da consecução do acerto proativo, visando não perder de vista a realização do desenvolvimento das virtudes humanas em potencial, assegurará, com certeza, a fé inabalável no Homem em si mesmo, enquanto inesgotável fonte de fertilidade criativa concreta.

Entretanto, não se deve desconsiderar a contradição absurda, existente entre a conquista de inumeráveis avanços científicos técnicos e tecnológicos, se contrapondo à miserável condição humana de ser egocêntrico, mesquinho e míope, quando intenta interesses nano-corporativos reduzicionistas, imediatistas e gananciosos.

De frente desta terrível contradição e diante desta inesgotável crença libertária de emancipação e autonomia, nos parece razoável a proposição de ampliação do âmbito semântico conceitual de Direitos Humanos, não só, com o claro intento de corrigir
assimetrias das oportunidades humanas, como também, equacionar a essência humanista com a excelência cidadã, para vislumbrar a máxima de que todo mundo é capaz de alcançar a produtividade, condição fundamental da luta pela conquista do pertencimento a algum universo como protagonista natural dos trâmites processuais vigentes de alguma nação.

Seguindo o contexto em foco, faz-se necessário ressaltar que há mais de três anos, quando houve uma Conferência de Direitos humanos local, onde um palestrante muito preocupado, falava sobre a faxionalização dos Direitos Humanos, a gravidade desta suposta preocupação tornou-se mais importante, na medida em que a concepção é a
principal causa desta lamentável distorção que, por falta de zelo para com a nossa escala de valores sociais que, deveriam ser os norteadores mestres da nossa postura, ou os nossos conceitos sofrem influência dos vícios culturais umbilicais e autoritários, ou
pecam por deficiências de parâmetros nas definições de âmbitos dos alvos abordados, normalmente, equivocados, obscuros e leigos. Cabe frisar que direito Humano: instituto básico e fundamental de caráter difuso e/ou, universal, impessoal é um princípio que eleva o Homem como um fim em si mesmo.

Queremos dizer que quando falta ao ser humano, qualquer atendimento primário inalienável, um direito humano está sendo vilipendiado e a cidadania ultrajada. Com base neste desenho conceitual, pode-se conceber Educação como uma questão de Direitos Humanos.

Bem, como a faxionalização dos Direitos Humanos se trata de um desenho histórico irrevogável que já vem se configurando há algum tempo e traçando consequêcias inevitáveis ao conceito de avanços sociais, hoje, se falássemos em combate à violência, à discriminação, ou a algo de alcance semelhante, estaríamos tratando de prerrogativas sem as quais, a humanidade se ressente de modo acentuado ou teria enormes dificuldades para caminhar.

Entretanto, ao falar-se em combate à violência ou à discriminação contra A, B, C, D, etc, entende-se como defesa de Direitos de Diversidades, efetivando-se aí, a faxionalização dos Direitos Humanos. Não que os Direitos de Diversidades não tenham importância, mas, a abordagem fragmentada destes, pode reprimir inúmeras demandas, tendo como causas decisivas para isso, assimetrias de acessibilidades.

Ao ouvir há dias, um discurso do Senador Rodrigo Rollemberg, que ressaltava o papel do individualismo e do corporativismo do povo brasileiro como armas implacáveis de demarcação territorial para aferir reservas de Poder, após detectar a prática de programas de saúde para os padeiros, os pedreiros, por exemplo, conclui-se que falar sobre direitos de diversidades, já denota falta de atualidade em nossa análise, entende-se
que conforme os fatos, já se torna conveniente mencionar direitos corporativos.

Vale aqui salientar que, toda ação afirmativa que vise concretizar uma política pública favorável ao atendimento das prioridades sociais inerentes aos direitos de qualquer diversidade é legítima, justa e perfeita, no que tange ao desencadeamento de algum problema secular que, ao longo dos tempos vem obstruindo os avanços daquele segmento. No entanto, para que se possa obter resultados efetivos e definitivos no sentido de resolver, de modo cabal, as dificuldades que se apresentam, insistentemente, aos nossos olhos como desafios indissolúveis e eternos, precisamos redirecionar o alcance do nosso olhar sobre a amplitude do horizonte que queremos atingir, sempre que tivermos a intenção de resolver um problema social.

Providências essenciais serão necessárias para que tenhamos a dimensão exata entre aquilo que está em situação de risco provisório e aquilo que é condição permanente existencial, independentemente da promoção que possa ser feita em seu favor, da emancipação que este possa alcançar e da autonomia que lhe seja possível. Quem está em situação de risco transitório, faz parte de um público que precisa de um plano emergencial que traga respostas urgentes.

Enquanto que, aquele que se prenderá a uma condição permanente existencial, sem levar em conta a promoção, a emancipação e a autonomia, sempre dependerá de apoios estruturais, estruturantes e conjunturais para alcançar o seu rendimento possível. Deve-se frisar que este indivíduo como qualquer outro ser humano, não poderá ser olhado com outro olhar, senão, com o olhar humano, cidadão e fraterno, só que de maneira mais profunda, cuidadosa e contínua.

Pior do que isto, é constatar que o Homem, apesar de todas as evoluções técnicas, tecnológicas e científicas em geral, ainda se mostra incapaz de comemorar a conquista da harmonia plena através do reconhecimento dos valores universais como bens comuns a todos e a todas, independentemente de onde venham e para aonde vão.

O mundo não deveria precisar de subterfúgios para ser feliz. Dizemos isto porque, infelizmente, é de praxe que as bandeiras de luta alçadas em nome dos direitos das diversidades, não passam de meras estratégias alimentadoras de visibilidades individuais de "lideranças" de quinze minutos que só inviabilizam as verdadeiras construções de defesa das causas coletivas.

domingo, 5 de junho de 2011

As Pessoas com Deficiência e os Espaços Sociais

Inicio este depoimento declarando amor incondicional à inclusão por que sou um dos mais incansáveis e convictos desta conquista, mesmo porque, sou fruto deste sistema que aí está, com todos os seus avanços e dificuldades. Entretanto, a inclusão que defendo tem que levar em consideração, sob o ponto de vista qualitativo, o Ontem, o Hoje, o Amanhã e o Depois de cada um dos brasileiros mas, principalmente, daquelas pessoas que mais precisam do atendimento cuidadoso de suas prioridades sociais.

Desde que assumi a direção da DEE, alguns acontecimentos tem me chamado atenção, principalmente, quando se refere à inclusão. Considero inclusão escolar como postura, atitude e ações concretas frente à aprendizagem, ao desenvolvimento e à participação da pessoa com necessidades educacionais especiais e como conquista efetiva de seus direitos e garantia de cidadania. Para mim, não se trata de bandeira ou movimento deslocado da pessoa e suficiente por si só.

Entretanto, quanto mais o tempo passa, infelizmente, este tema parece ganhar ares de sectarismo fundamentalista e, representado por ardorosos e intransigentes defensores, mais comprometidos com palavras e discursos, muitas vezes sem condições efetivas de convertê-los em práticas.

Em Fevereiro recebi um telefonema de uma DRE informando que um professor com deficiência física (cadeirante), por estar em ex-ofício, teria sido devolvido da escola em que estava lotado. Por sua vez, o diretor da unidade de ensino apressou-se em ocupar seu lugar, como garantia de que ele não mais voltasse para lá.

A ex-subsecretária de educação básica da SEEDF, em nome do bem da administração pública, por meio de um  documento, questionou a oficialidade da minha assinatura ao gabinete desta secretaria, por eu ser cego.
Militante destacadas da causa de alguns seguimentos têm apresentado resistência a acolher-me como dirigente. Não nos referimos a discordância de idéias ou iniciativa de alimentar uma saudável dialogia, mas de recusar-se a reconhecer a  legítima liderança conferida pelo cargo.

Na semana passada, participando de mais um evento sobre inclusão para o qual fui convidado, deixei de ser lembrado em apresentações pessoais, como recomendam as regras de boa educação. Pergunto-me: por esquecimento, lapso, ou “invisibilidade”? Não são raros esses episódios envolvendo pessoas em situação de deficiência. Já os vivi e contei em demasia durante a vida. Ficam, entretanto, descabidos quando o contexto é de defesa ferrenha da inclusão escolar e social ou quando protagonizados por pessoas reconhecidas como ardorosas defensoras da inclusão.

Este texto não é de reclamação ou desabafo. Trata-se de relatos de ocorrências factuais que servem para comprovar aquela pesquisa da Universidade de São Paulo publicada pelo Estadão em setembro de 2009. A mesma revela que 96% das pessoas
que trabalham ou integram a comunidade escolar são preconceituosas com pessoas com deficiência. Estamos comprovando na prática, estamos bem mais próximos da verdade do que se possa pensar.

No momento atual a Diretoria de Educação Especial que, tradicionalmente, sempre trabalhou para pessoas com deficiência, agora, é gerenciada por uma pessoa com deficiência. Apesar de constatar na própria pele que o preconceito é danoso às suas vítimas, não reconhecemos o preconceito como fruto da maldade humana, nem reivindicamos penalidades contra seus “praticantes”, embora seja justo. Entendemos que há muitos seres humanos despreparados ou sem disposição para aceitar pessoas diferentes.

Por essa razão, advogo que a DEE, como legítimo espaço de garantia dos direitos das pessoas com necessidades especiais à educação de boa qualidade, seja integrada por quem esteja preparado(a) para conviver e valorizar as diferenças, colocando seus conhecimentos a serviço da reação intransigente contra o preconceito, inclusive, do preconceito velado, oculto, mas não menos danoso. Ou disfarçado em antipatia e desconhecimento da qualificação dos outros.

Na medida em que desejamos e requeremos uma nova sociedade, precisamos quebrar velhos paradigmas, realmente! Precisamos construir novos valores humanos com coragem e desprendimento. O que não podemos fazer é sair pregando uma inclusão pelo avesso, que não garante futuro sustentável para ninguém.

Só há futuro sustentável para indivíduos auto-sustentáveis. Vamos a um exemplo prático: sabemos que a sala de aula é um espaço (com)vivencial multiexperimental que mais tem condições de lograr êxitos efetivos para concretizar possibilidades humanas. Se o exercício dessas possibilidades não vislumbrar a construção de um futuro sustentável para os seus atores, corremos o risco de incidir num mar de frustrações e exclusões.

Inclusão é a inserção efetiva e definitiva de alguém neste mundo de possibilidades diversas. Do contrário, é mera encenação que não alcança os educandos.

Todo ser humano tem que ter o direito de promoção, emancipação e autonomia, principalmente, se for vítima de reações sociais causadas por limitações sensoriais, mentais ou físicas permanentes. Estas limitações acompanharão suas vidas. O apoio daqueles que o cercam não, ou nem sempre.

Portanto, investir em habilidades que garantam o futuro sustentável do outro é contribuir para sua dignidade. Isso é inclusão. É educação que liberta. O trabalho traz a autonomia. Isto sim, é inclusão.

Por último, as perguntas que não querem calar: Será que se concerta um avião com defeito em pleno vôo? Será que um passageiro toma um ônibus sem conhecer o seu itinerário? Será que uma criança com necessidades intensas e amplas de apoio pode recebê-lo, nesse momento, o suficiente e necssário numa sala regular? Podemos afirmar com responsabilidade e apontar locais e situações que isso lhe assegure? Inclusive, que lhe assegure desenvolvimento de habilidades que lhe deem um futuro sustentável?A resposta individual a essa questão é o mínimo que lhe compromete ao defender idéias, sejam as que forem, sobre educação de pessoas com necessidades especiais.

Para concluir gostaria de ressaltar uma necessidade urgente no sentido de que esta nação procure aceitar a ideia de que as pessoas com deficiència podem sim, ocupar espaços sociais relevantes e, mais ainda, faz-se necessário que estas conquistas sejam encaradas com naturalidade, não apenas, sob o crivo implacável do fogo cruzado do preconceito, inclusive de pessoas, supostamente ligadas aos movimentos em favor da causa.

Saudações.

domingo, 22 de maio de 2011

Refletindo a Política Local

A tentativa de requentar a denúncia de suposto superfaturamento no orçamento nas obras do Panamericano, durante o tempo em que Agnelo foi Ministro dos Esportes, certamente, é consequência da frustrada tentativa de implantar no Distrito Federal, uma rede de boatarias que, só tem um intuito: nutrir a sensação de insegurança e instabilidade em nós, habitantes daqui, fragilizados pela constante avalanche de corrupções que tanto nos incomodou, nos últimos doze anos. Ainda, a este respeito, há que se considerar a grande possibilidade concreta de que o DF possa ser a Sede da abertura dos jogos da Copa do Mundo de 2014, coisa que contraria os interesses dos grandes centros futebolísticos do País.

Além disto, não podemos ignorar os interesses da Direita daqui, ainda, com muita dor de cotovelo, por ter perdido o interminável controle que tinha sobre o Distrito Federal. Quanto a esse controle interminável e danoso ao futuro do DF, não podemos nos esquecer da má ocupação e do mal uso do nosso Solo e da corrompida gestão administrativa que teve como resultados principais a desmoralização da imagem do povo daqui, como também, a quase falência da nossa sucateada máquina estatal que, precisará de muito tempo para entrar nos eixos desenvolvimentais condizentes com o status da Capital de um País tão grande e, economicamente forte, como é hoje, o nosso Brasil.

Que fique bem claro, o DF, finalmente começa em 2011, uma fase de recuperação em todos os sentidos possíveis e imagináveis que, poderá ser duradoura e cruel, em  conformidade com as mesquinharias gananciosas de suas lideranças políticas.

Por exemplo, conforme informações de plenário da CLDF existe um Deputado que mesmo sendo do centro da Base de apoio ao Governo, tem tentado desestabilizar as votações favoráveis aos Projetos vindos do Poder Executivo. Já há fortes indícios da articulação da candidatura ao GDF em 2014, de um "simpático político" que, inclusive, conforme informações de bastidores, teria escolhido a Secretaria que bem quis e colocado lá, quem bem entendeu.

Ou seja, como podemos perceber, ninguém está preocupado com o estado lastimável em que se encontra o nosso sofrido e espoliado Distrito Federal. Parece que tudo continua se resumindo a uma mera imbecil disputa do Poder pelo Poder. Isto quer dizer que se as nossas lideranças políticas não conseguirem entender que o DF hoje, é um paciente em estado grave e que precisa do esforço de todos para se transformar num Estado que responda às prioridades sociais daqueles que mais necessitam de apoio assistivo, indispensável e emergente, nunca sairemos deste abismo holocausto no qual, nos metemos por pura culpa da ganância inescrupulosa e desmedida dos nossos líderes que, para chegar ao Poder, tiveram como objetivos norteadores, tudo, menos promover o bem-estar do povo daqui.

Dentro das perspectivas de um regime democrático é lícito e necessário que tenhamos uma oposição coerente e responsável, não só a partir de agora, como no próximo pleito eleitoral. Entretanto, não dá para aceitar que pessoas que se dizem ter ajudado a construir a coligação Um Novo Caminho e que, com certeza, foram muito beneficiadas por isso, agora, se deixem levar, de maneira leviana, pelas vaidades dos interesses menores.

Mais uma vez, vale a pena salientar que hoje, o DF não passa de um paciente em estado grave que precisa de tudo, menos de redes de boatarias maliciosas que têm como objetivo principal semear em nós, um ambiente de instabilidade, insegurança e discórdia.

Hoje estamos no rumo certo que construímos e temos uma chance jamais vista, portanto, devemos aproveitar a oportunidade de, num futuro bem próximo, colher aquilo que plantamos e não permitir que mais uma vez, os falsos defensores dos anseios populares, retomem de assalto, os destinos políticos que nos cabem, o compromisso de construir, irrevogavelmente.

Agnelo não é réu. Tentaram isso durante a campanha eleitoral e tiveram a frustração como resposta efetiva.

Pense nisso e continue imbuído no objetivo de ajudar a tirar o DF da UTI, juntamente com o nosso Governador Médico Humanista e Cidadão.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A Política em Reflexão

Mais uma vez a política do Distrito Federal está em cheque.

A cassação de Benício está se tornando um evento bastante emblemático. Se for cassado só o seu mandato, assumirá Robério Negreiros, o próximo da lista do PMDB, entretanto, se forem cassados também os votos, assumirá Raimundo Ribeiro, pois, a legenda do PMDB perderá mais de 17 mil votos. Votos estes, como tantos outros de outros parlamentares eleitos, conseguidos às custas de armações nada recomendáveis.

Vale aqui, mais uma vez salinetar, que a natureza transitória do Governo Rosso, deu brecha para supostas nomeações em cargos comissionados de cabos eleitorais em pleno processo eleitoral e, isso ja seria indícios suficientes para cassar, não apenas Benício, como também mais alguns outros nomes que hoje estão aí, estrategicamente em silêncio, porque, como diz o ditado: "Quem não é visto, não é lembrado".

Mas e aí? Quanto ao papel da Democracia, cassar Benício sem cassar seus votos significaria a prática plenia da Democracia?
Democracia pela metade, é quase Democracia.

Até porque, Democracia não é bandeira, mas postura!

Precisamos praticar os nossos discursos.

Saudações democráticas.

sábado, 16 de abril de 2011

Uma Ousadia Tentadora

Sonhar em voz alta  exige muita coragem; registrar estes sonhos, muito despreendimento.

Por isso, viver o Hoje intensamente, é bem melhor do que orar por um amanhã feliz. Dar sempre, um significado real a tudo que existe em nossas vidas, é: conceber com, elaborar com, construir com e executar com, numa perspectiva polialética.

A polipolaridade, por ser mais densa é emnos tensa, é democrática porque possibilita um confronto mais enriquecido de opções, enlarguecendo assim, a liberdade de escolhas que só fortalece a Democracia como uma ouvinte atenciosa e fraterna que, te recebe, te aceita, te escuta, te acolhe, reflete, busca convergências, constrói consensos e sempre produz resultados de alcance, efetivamente, republicano.

Pode-se observar queatualmente, nas disputas políticas, por exemplo, prevalece a bipolaridade, a arrogância, a prepotência de pessoas que muitas vezes, nem tem propostas objetivas a oferecer. Isso empobrece muito o cenário.

Se tivéssemos quatro estruturas em igualdade de condições, disputando o mesmo alvo, com certeza, teríamos mais chance de crescer no diálogo, com menos sectarismo e mais propósitos universalizantes.

Esta Democracia, a qual estamos nos referindo, só pode ser viável, dentro de um Estado de Direitos democráticos, onde todos os Direitos existentes ali,
serão exercidos por todos, independentemente, do status social em que possa estar, naquele instante. Neste Estado, mesmo havendo representação constituída por
eleição, os bens e serviços produzidos, sempre estarão nas mãos de todos, sem permitir qualquer assimetria convencional. O Estado de Direitos Democráticos prioriza a fraternidade para garantir a liberdade e a igualdade entre todos.

No Estado de Direitos Democráticos, cairia por terra a simbiose fisiológica como base da relação de poder. Em seu lugar se fortaleceria a funcionalidade orgânica, onde todos conversariam em pé de igualdade, sem medo de repressão, ou retaliação.

Viva a Democracia Fraterna!



Antônio Leitão

domingo, 3 de abril de 2011

Inclusão

As adversidades específicas das diversidades sociais são uma realidade irrevogável e efetiva aos nossos olhos, ouvidos, e instâncias intelectuais. Por isso, não podemos ignorar suas repercussões convergentes e divergentes. Cabendo então, a nós, imbuídos do propósito de viabilizar o estabelecimento de regras básicas de um convívio harmonioso entre todas estas diversidades, em primeiro lugar, agregar as adversidades, depois, congregar as diversidades em torno de um grande alinhamento coletivo de necessidades afins, por último, amadurecer, passo a passo, a concepção concreta da construção de uma postura humana que receba, descubra, interprete, conheça, entenda, aceite e acolha com sentimento de fraternidade, as agruras e/ou, venturas de seu semelhante sem levar em conta, qualquer perspectiva sectária separatista ideológica.

Nós precisamos de ações proativas, não de oportunismos inibiditivos.

Inclusão não é bandeira, é, acima de tudo, postura, atitude retensiva e reflexiva.

O princípio básico da inclusão é a inserção social efetiva e em educação, entende-se como
espaço ideal para construir uma interação fraternal, a chamada sala de aula regular, ambiente onde ocorre o encontro das diferenças, juntas e misturadas, para que a partir daí, se construa a convergência que originará o pacto coletivo de um convívio harmonioso para todos.

Entretanto, conforme matéria publicada no dia 06/09/09
pelo Jornal, O Estado de São Paulo, 96% das pessoas que trabalham com
deficientes, têm algum tipo de preconceito contra estes. Esta afirmação
é fruto de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de SP.

A construção da Inclusão que queremos, não pode prescindir de uma reflexão
sobre esta pesquisa. O Fórum Permanente de Apoio ao Estudante com
Necessidades Educacionais Especiais é a tribuna laboratorial ideal para
construirmos soluções de problemas como este. Por isso, vale a pena
relembrar que nesta quarta feira, 06/04/11, às 14:00 horas, na APAEDE, ocorrerá a
segunda reunião do nosso Fórum.

Também nesta sexta feira, 08/04/11, às 08:00 horas, no Centro de Ensino Especial nº 01 de Brasília, ocorrerá um evento em comemoração ao dia nacional do Braille, promovido pela Diretoria de Educação Especial da Secretaria de Educação - DEE e pela Organização Nacional de cegos do Brasil - ONCB.

Sua presença, também é muito importante, compareça!


Atenciosamente
Antônio Leitão

Nota de Esclarecimento

Caros amigos, vale aqui salientar o esclarecimento de que o Governador Agnelo vetou a Lei do Autismo, não pelo
mérito da proposta, mas, pela forma com que esta mesma proposta foi conduzida.

Queremos que fique bem claro que somos plenamente favoráveis às reivindicações feitas pelo movimento Autista... aliás, são reivindicações justas, muito justas, justíssimas. Entretanto, para concretizar a efetivação dos referidos pleitos, temos que trilhar caminhos seguros que nos garantam o alcance destes objetivos.

O referido PL foi vetado por motivo de vício de iniciativa, ou seja, houve uma invasão de competência. Estamos falando de um Projeto de Lei autorizativo, o qual, supostamente, teria o objetivo de autorizar o Poder Executivo a cumprir suas respectivas obrigações em relação aos autistas e, o GDF, enquanto Poder independente, não precisa de ninguém para autorizá-lo a fazer isto. Entretanto, a CLDF, Casa reconhecidamente, em evidência por causa de seus rotineiros  equívocos, criou em sua literatura de atuação, já bastante diversificada, a figura do Projeto de Lei autorizativo. Ora, a CLDF poderia ter optado por um Projeto de Lei Ordinária ou ter sensibilizado o Governador no sentido de que criasse um Decreto-Lei que contemplasse todas estas reivindicações dos autistas por serem estas, pertinentes. No entanto, a Casa optou por se utilizar de um instrumento inócuo, que, só expôs o nosso Governador a um desconforto desnecessário.

Um Projeto de Lei Autorizativo nos lembra um orçamento anual de um Estado qualquer por exemplo, que não passa de uma peça fictícia, justamente, por se tratar de mais um instrumento autorizativo. Com certeza, se o nosso orçamento fosse impositivo, os nossos impostos pagos seriam muito melhor aproveitados.

É meu dever informar a todos que, enquanto um dos membros do Governo, responsáveis pelo atendimento aos interesses relativos à causa, já entramos em contato com outros membros de áreas afins, para que juntos, construamos uma proposta de Decreto-Lei que contemple todas as justas reivindicações do movimento autista. E o melhor é que, este Decreto-Lei distribuirá, equitativamente, suas tarefas, em conformidade com as atribuições dos papéis das respectivas Secretarias, coisa que o PL em foco, não o faz, por exemplo, a Secretaria de Educação não pode contratar profissionais das áreas de Saúde e Assistência Social, cabendo, portanto, a cada Pasta, desenvolver suas respectivas ações, também, contratar pessoal, conforme suas necessidades detectadas para, a partir daí, se for o caso, partir para atuar dentro de uma visão sistêmica integrada.

Atenciosamente
Antônio Leitão

quarta-feira, 9 de março de 2011

Clã Roriz Ferido de Morte

Conforme matéria recente da Folha de São Paulo e vasta divulgação de um vídeo na imprensa local, estão mais do que evidenciados os fortes indícios de suposto envolvimento da Dep. Federal Jaqueline Roriz com a farra da Caixa de Pandora e,  o que é pior, agora, mais claro do que nunca, há demonstrações de que o evento começou ainda no governo Roriz. Posto que, a gravação atualmente exibida teria sido feita, ainda durante o processo eleitoral de 2006.

O próprio PMN, partido da referida Deputada, divulgou nota, conforme a imprensa, se dizendo lamentar a "má sorte" dela, que por pura "ingenuidade" teria se deixado envolver no esquema sedutor da Caixa de Pandora. E agora, em que o mandato da Deputda vai se sustentar se nem mesmo o seu próprio partido teve como fugir da realidade, conforme mostram as imagens do video que a imprensa divulgou?

Vejam bem que, antes mesmo de ser eleita a referida deputada já praticava atos suspeitos que envergonham o povo do Distrito Federal. Menos, é claro, aqueles que votaram nela conscientemente.

Agora, há uma pergunta que não quer calar: Por que só agora, depois de um mandato inteiro de Deputada Distrital e eleita a Deputada Federal é que as denúncias sobre ela vieram à tona?

Como todos devem lembrar, no finald e 2010, a imprensa denunciou que funcinários de Jaqueline Roriz, pagos pelo erário público, supostamente prestariam serviços domésticos a ela.

Logo que Roriz caiu do Senado, o passado do Senador Gim Agello foi vasculhado, entretanto não deu em nada. Mesmo com todas as supostas falcatruas, o político só pode ser cassado com delitos cometidos após assumir o mandato.

Que tal se na próxima elegéssemos Fernandinho Beiramar?

O Deputado Federal José Reguffe entrará com um projeto de emenda ao Regimento Interno da Câmara, para acabar com essas regalias, mas, e a Lei da Ficha Limpa que resolveria tudo isso, ninguém se lembra mais dela? Para que mesmo ela serve?

A maioria dos TREs do país, com a confirmação do TSE, confirmaram a eliminação de vários ilustres políticos antigos, acostumados com os vícios tradicionais da suja política brasileira, no último processo eleitoral. Entretanto, o mais novo Ministro nomeado do STF é quem vai dar o tiro de misericórdia, ou não, nos viciados tradicionais das nossas eleiçõs.

Imaginem as pressões que ele já não deve estar sofrendo, isso sem falar nas ofertas imorais desses viciados que não largam o osso.

O lamentavel é que, as mudanças só ocorrerão quando a cultura mudar e a relação de poder, baseada na simbiose fisiológica, que é a base da sustentação dos eternos coronéis, continua acontecendo. Logo, tão cedo o Brasil mudará.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PRÉ-MANIFESTO DA CRIAÇÃO DO PARTIDO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Caro amigo com deficiência.

Que fique bem claro, não estamos aqui, convidando você para se juntar a nós na velha perspectiva do discurso da falsa união hipócrita.
Convidamos você para se juntar a nós na perspectiva da construção de uma adesão responsável, convicta, programática, pragmática e organizada à nossa causa. Esta adesão nos exime do direito ao orgulho e à presunção sectárias, mas nos impõe uma postura radical.

É bom que se entenda que o sectarismo parte de princípios que visam perpetrar objetivos baseados em conceitos prontos e que se encerram em si mesmos; o radicalismo parte de princípios que visam construir verdades inacabadas e, em permanente reforma, com base em critérios advindos do conhecimento de causa. Enquanto o sectarismo é obscuro, permissivo e licencioso; o radicalismo é iluminista, criterioso e libertário.

Feitos estes esclarecimentos, vamos a um resgate histórico.

Por volta de 2004, quando procurei ao Ministério Público para pedir que este órgão obrigasse o Estado a me conceder a isenção do IPVA, alegando que a partir desta concessão, outras pessoas que se encontrassem em condições iguais a mim, também poderiam receber o mesmo benefício com base na abertura de precedentes, me mandaram criar uma ONG e depois, voltar lá.

Segundo eles, aquela era uma questão de Direito Difuso. A partir daí, vi que perdi a voz de cidadão. Então, criei o INOVI e passei a perturbar o mundo inteiro. Aliás, é interessante que, com raríssimas exceções, a Imprensa Brasileira hoje, só entrevista "representantes" de categorias, quando quer fazer supostos levantamentos abalizados de posturas ou de opiniões populares segmentadas. Parece que ninguém se preocupa mais com formação ou com a qualidade das informações repassadas. Tudo gira em torno dos arremedos de representatividades.

Por exemplo: é sabido que hoje no DF existem mais de 350 mil pessoas com deficiência e, muitas vezes, chama-se o Presidente de uma Entidade qualquer, que foi eleito, às vezes, por dez votos, para opinar sobre um assunto de extrema importância para um universo imenso, sem fazer qualquer pesquisa sobre a informação que aquele indivíduo vai passar. Este referido indivíduo poderá até se manifestar em nome dos associados ligados à Entidade a qual, ele é dirigente, agora, por causa desta suposta investidura, querer falar por uma categoria inteira, nos parece um tremendo absurdo.

Enquanto isso, cidadãos capacitados e responsáveis, que poderiam contribuir de maneira efetiva com respostas oportunas para a qualificação daquele objetivo perseguido, são alijados do processo por não estarem "à frente" de uma "Entidade Representativa". Nas negociações políticas para dividir o bolo pós-eleitoral, salvo exceções, o jogo é o mesmo. Por isso, começaremos a discutir, fervorosamente, a possibilidade emergente de construirmos o Partido das Pessoas com Deficiência. Lá, teremos legendas para pessoas com deficiência concorrerem, desde os cargos mais simples nas eleições proporcionais, até os cargos mais complexos nas eleições majoritárias.

Uma vez formado o Partido, se fizermos aliança com a coligação vencedora no certame eleitoral, mesmo não elegendo ninguém, conforme aconteceu aqui no DF com o PV, PPL, e, até mesmo o PR que estava na coligação oposta, certamente, nós do futuro Partido das Pessoas com Deficiência, poderemos fazer as nossas indicações, sem depender dos "favores" de quem quer que seja.

Que fique bem claro, resultados atualíssimos comprovam o danoso efeito do preconceito nas mais diversas situações adversas aos pleitos das minorias deste País, as quais, só são revertidas por meio do combate efetivo dos movimentos organizados. E a pesquisa realizada pela Universidade Federal de SP sobre os prejuízos sofridos pelas pessoas com Deficiência, por causa da fúria do preconceito, não é novidade pra ninguém e, não adianta eufóricos sem noção da nossa realidade, quererem amenizar o caos relatado na pesquisa da UFSP, pois, conforme frequentes demonstrações das manifestações de Skinheads, por exemplo, o preconceito emerge em vez de retroagir em nossa Sociedade de conceitos tão confusos e de atitudes tão cheias de farsas.

Neste momento, a criação do Partido das Pessoas com Deficiência, é talvez, o estímulo mais legítimo para provocar nesta categoria, a maior injeção cívica de ânimo, para que todos se levantem e venham à luta em busca da mais verdadeira e efetiva das inclusões sociais, que é o direito à participação plena nas eleições gerais do Brasil.

Estejam certos de que criar um Partido Político será muito mais fácil do que aprovar no Congresso Nacional, a criação das cotas partidárias para pessoas com Deficiência. O nosso Projeto de aposentadoria especial, que o diga. Então, companheiros de destino! A Cidadania nos aguarda de braços abertos. Vamos à luta, conquistar a nossa verdadeira inclusão social! Aguardo contatos do Brasil inteiro para que possamos organizar a nossa mobilização vitoriosa.

Atenciosamente

Um Cidadão sedento de Vez e de Voz.

Antônio Leitão
O cego de visão

A Política e Seus Melindres

Da mesma forma que fiz, há quatro anos, no dia três de Janeiro, faço hoje a mesma pergunta: Quantas pessoas com deficiências foram nomeadas Ministros ou Secretários de Estado no Brasil? Mesmo porque, algumas delas, com certeza, contribuíram de maneira definitiva para a construção do Bolo chamado Poder. Aliás, quando se trata de pessoas com deficiência, nem mesmo José Serra que tanto usou as APAES e alardeou a criação do Ministério da pessoa com deficiência, durante a sua campanha eleitoral, não colocou uma pessoa com deficiência para dirigir a Secretaria que ele criou em SP, voltada para esta causa.

É claro que não estamos aqui, desmerecendo as excelentes qualidades da Secretária da pessoa com deficiência do Governo Serra, entretanto, com certeza, há pessoas com deficiência em SP, tão qualificadas quanto ela, mas que não foram “localizadas” para ser contemplada para exercer o cargo. Não sei precisar se em algum Estado brasileiro foi nomeado algum Secretário com deficiência, mas sei que, nem no Planalto nem no Buriti, isso aconteceu.

Vale salientar que promover pessoas com deficiência, tem sido, ao longo dos tempos, algo sempre complexo e, isso nos faz lembrar de uma pesquisa da Universidade Federal de SP publicada no Estadão, no ano passado, que revela que 96% das pessoas que trabalham com deficientes, tem algum tipo de preconceito contra estes, sendo isto comprovado no DF, em 1999, quando uma professora com deficiência tentou ocupar a Direção do Ensino Especial da SEEDF e teve que se contentar com o cargo de vice-diretora porque não acreditaram que ela teria capacidade para ocupar o referido cargo.

É aquela velha história, o professor que trabalha em escolas públicas, nunca deixa seus filhos estudarem em escolas públicas, os médicos que trabalham em hospitais públicos, não permitem que seus familiares sejam atendidos em hospitais públicos; da mesma forma, há professores que trabalham em Centros de Ensino Especial, que não aceitam ser comandados por professores com deficiência. Com certeza, falta a estes profissionais, a devida qualificação de militância na causa, ou têm eles, medo de ver as pessoas com deficiência como seus concorrentes.

A propósito de ajudar a construir o Bolo, cabe aqui, uma reflexão interessante.

Cerca de 95% dos candidatos às eleições proporcionais, são na verdade, candidatos bucha de canhão: a grande maioria, por pleno despreparo, outros por ingenuidade, outros pela condição desgraçada na qual são jogados à própria sorte pelas cúpulas partidárias inescrupulosas, dentro da campanha. Sob este ponto de vista, o certo é que apenas 5% dos candidatos às eleições entram no jogo e, a grande maioria destes, conquista o sucesso às custas dos balcões de negócios, tendo como claro objetivo, o trabalho infalível em prol da despolitização da própria Política.

Enquanto que, durante o processo de escolhas de candidaturas as cúpulas partidárias jogam todo o charme para mostrar que os escolhidos se tornarão verdadeiros agraciados "ungidos por Deus", na verdade, por trás, já sabem quem serão os eleitos.

E, o que é pior, mesmo sendo expostos a todos os tipos de gastos e desgastes durante uma campanha eleitoral, a grande maioria dos candidatos bucha de canhão, na hora da distribuição do Bolo, tornam-se anônimos ou completos desconhecidos, em prol da projeção de ilustres fantasmas emergentes na ceara política, tendo que se sujeitar à "boa vontade" dos "benevolentes" membros das cúpulas partidárias, porque as "indicações" são feitas "em nome" dos partidos, como se Partidos Políticos não fossem meros cartórios e cada qual, com o seu respectivo dono.

Pior do que dar um cargo para cada um dos candidatos bucha de canhão que participaram exaustivamente do processo eleitoral, é colocar na mão de cada parlamentar apoiador, quinhentos cargos em Secretarias, Empresas Estatais e Administrações regionais, conforme faziam os governadores anteriores do Distrito Federal.

Não podemos deixar de lembrar o fato de que em matéria de eleições proporcionais, dificilmente algum deputado consegue se eleger sozinho, por isso, a importância da indispensável participação dos candidatos bucha de canhão que, precisam ser mais valorizados e não jogados para escanteio pelos parlamentares eleitos. Eleição esta, conseguida às custas do sacrifício destes desgraçados menos votados que, com o seu sacrifício, ajudaram a eleger a maioria dos supostos vitoriosos.

Em nome de todos os candidatos bucha de canhão, esperamos que o Governador Agnelo reconheça o nosso trabalho e não repita os modelos de governos anteriores do DF, pois, a concepção de cargo comissionado baseia-se nos prerrequisitos que envolvem qualificações que credenciem confiança mútua, ou seja: cargo de chefia, mas aqui em Brasília, cargo comissionado é a forma mais execrável de contratação de cabos eleitorais, pagos pelo Estado, no período entre uma eleição e outra. Infelizmente.


Atenciosamente.

Antônio Leitão
O cego de visão

quinta-feira, 1 de julho de 2010

EDUCAÇÃO POLÍTICA




Hoje é primeiro de Julho, dia em que nos deparamos com as definições do senário político que nos levará a escolher quem queremos para dirigir os destinos do Governo do Distrito Federal, a partir de 2011.

Para as eleições proporcionais daqui, teremos em torno de 1200 candidatos a Deputado Distrital, ou seja: você corre o risco de, no local onde estiver, para o lado que se virar, encontrar um destes candidatos.


Nestas horas vão aparecer: os embaixadores, os salvadores, os precursores, os defensores disso ou daquilo, mas que na verdade, nunca estiveram perto de você, na hora em que você mais precisou. Por exemplo, conheço um candidato que, apesar de estar com 52 anos em 2010, votou pela primeira vez em 2006 e ninguém vai questioná-lo em lugar nenhum.

Vivemos num País onde sobram vagas no mercado de trabalho por falta de qualificação de mão-de-obra, ou melhor: como o empresário quer ganhar dinheiro e cuidar bem do próprio negócio, rejeita a mão-de-obra desqualificada.

Muito recentemente, o Programa CQC da TV Bandeirantes, colocou uma equipe dentro da Câmara Federal para colher assinaturas em prol de um suposto projeto que acrescentaria à cesta básica, uma garrafa de cachaça. Resultado: dos muitos parlamentares abordados, apenas dois se recusaram a colocar suas assinaturas no referido projeto. O mesmo Programa de TV fez uma enquete para saber se os parlamentares sabiam quais estados estão sendo
atingidos por temporais de chuvas e a maioria demonstrou desconhecimento total.

Queremos dizer com isso que se os nossos eleitores tivessem, pelo menos, o mínimo de vocação empresarial, com certeza, também sobrariam vagas nos parlamentos brasileiros por falta de qualificação de mão-de-obra política.

Será que a maioria dos candidatos a Deputado Distrital daqui, sabe o que é uma Lei auto-aplicável, um vício de iniciativa, ou até mesmo, o que é uma Lei operacional? Como sabemos, a maioria das Leis aprovadas pela nossa CLDF é inconstitucional, mas não basta só ser inconstitucional, estas leis também, não são operacionais, por isso não pegam, ou seja, não existe Lei que não pega, existem Leis que jamais deveriam ter sido apresentadas em forma de projeto em qualquer plenário legislativo. Vale aqui salientar que o maior pecado destas Leis está na forma de concepção, não no conteúdo do benefício reivindicado.

Vou concluir dizendo que os nossos políticos e suas respectivas práticas são frutos da sociedade em que vivemos e que os futuros Deputados Distritais e Federais daqui, serão espelhos de cada um de nós, pois, serão eleitos com os nossos votos. E aí, que tipo de voto você quer dar? o voto da simpatia e das afinidades pessoais de interesse pessoal, ou voto da escolha construída de acordo com as regras da consciência coletiva, que é o voto competende?

Dizemos isso porque hoje quando se vai pedir um voto a alguém, logo se escuta, tenho uma
religião, uma associação, um sindicato ou patrão. Não se trata mais o voto como um  instrumento de resolução coletiva mas como uma arma de demarcação de terrenos seguimentados.

Estamos falando do famoso voto de cabresto-corporativista que, na verdade, é o mais desqualificado de todos os votos. O voto corporativo não é o voto de causas, é o voto de
guetos. O voto de causas defende os direitos das pessoas com deficiência em geral, não apenas o direito do cego, do surdo, do cadeirante etc. O voto de gueto defende o direito do bombeiro, do PM, do Policial Civil, etc, não os direitos dos policiais em geral.

É hora de aprender a votar.

Antônio Leitão

O cego de visão.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Despolitização da Política Brasileira

A palavra Política, em seu sentido literal, significa coisa pública.
Isto nos lembra a antiga Grécia, quando as pessoas livres se reuniam na Ágora, para discutir os destinos da sociedade como um todo. É a Polis-= Cidade. Até a pouco tempo, prostituta, em alguns lugares daqui, significava mulher pública. Como se vê, por aqui, sempre que há indícios de que algo pertence a muitos ou a todos, logo adquire um significado pejorativo.

Enquanto na China, quando alguém divide um problema entre um maior número de amigos, tanto mais leve se torna o incômodo individual. Por aqui, o segredo é a alma do negócio. Aqui, confunde-se ambiente
privativo com esconderijo; transparência com escândalo.

Enfim, aqui a coisa pública a ninguém pertence; por isso, cada um pode pôr a mão em proveito próprio. Daí, a razão explícita da administração caseira onde, um carro oficial pode ser usado para transportar os filhos de qualquer administrador público sem sofrer nenhuma sensura e, aquele que fizer qualquer crítica sobre isso, não passa de um grande invejoso.

Por aqui, é mais cômodo hostilizar a Política do que desprezar os maus políticos.

Com este preâmbulo, quero contar uma História.

Outro dia, ao ver uma pessoa demonstrando extremo entusiasmo pela causa dos deficientes visuais, abordei-a para pedir apoio para a minha futura candidatura e fui rechaçado com a seguinte frase: "tudo, menos política".

É claro que esta pessoa não seria obrigada a atender de pronto, ao meu apelo. Entretanto, se ela dissesse que já tinha assumido algum compromisso com alguém, eu entenderia, mas, dizer não, apenas por se tratar de uma proposta política que poderá levar uma pessoa com deficiência ao empoderamento e à verdadeira inserção social? Com certeza, há algo de podre no reino da consciência coletiva brasileira.

Só a partir daí, pude tomar consciência de que a política brasileira está, de
propósito, sendo despolitizada, porque o que interessa à maioria das
pessoas que está almejando a algum cargo público, o está fazendo não
para fazer política, mas porque tudo o que este indivíduo quer é o Poder
pelo Poder, aqui e agora. Ou seja, ele não está com a sua atenção voltada para
o bem-estar de todos, mas, para saber quantas pessoas vai empregar, caso ganhe a próxima eleição.

A ojeriza à Política e não aos políticos ruins esconde, na verdade, a falta de coragem de uma sociedade que se recusa a colocar o dedo numa ferida que, caso exposta, removeria do poder, a grande maioria dos
corruptos coptadores da ambição ingênua daqueles que querem crescer através da lei do menor esforço, por isso, nunca crescerão, ficando à mercê das migalhas que caem dos arremedos de supostas Políticas públicas produzidas pelos gananciosos donatários do Poder público no Brasil.

Não é a Política que é a verdadeira representante das sugeiras do Brasil. A sugeira do Brasil está nos mecanismos inescrupulosos com que os contendores em geral, usam para vencer a qualquer preço, a qualquer competição que possa participar. Isto vai desde uma mera disputa dentro do ceio familiar, passando por prefeituras de bairros, igrejas, associações, sindicatos, escolas, hospitais, empresas em geral, até chegar aos cargos estatais.

Portanto, quando dizemos que a sugeira está na Política e não nos políticos ruins, é porque nos recusamos a reconhecer e a curar as nossas próprias feridas. E em assim fazendo, estamos jogando fora a grande  oportunidade de cortar o mal pela raiz e, ao mesmo tempo, estamos dizendo não à renovação dos atores que ocupam o Poder Público.

Então, a partir deste posicionamento, condenamos a todos a permanecer num lamaçal que, na verdade, nada tem de terapêutico porque não incomoda a ninguém, a não ser, através dos discursos públicos. Por tudo isso, já passa da hora de começarmos com a máxima urgência, a repolitização da Política brasileira. Do contrário, estaremos fadados a um eterno abismo sem fundo como eternos expectadores de uma esperança em um futuro inalcansável, não porque não seja possível; mas porque somos passivos, inertes e incapazes de assumirmos qualquer responsabilidade neste sentido.

Só se pode mudar uma casa, quando os seus respectivos donos tomam alguma iniciativa com este intuito, ou melhor, nada começa sem que haja um ponto de partida, como pressuposto fundamental de qualquer construção. E no País do engodo e do agrado, onde ninguém tem coragem de se expôr pra não mostrar a cara nem a cor, não existe atitude firme, mas, afagos frios, calculistas e covardes com o claro intuito de
fazer preservar o "Deixa estar como está, para vê como é que fica".
Devemos ter muito cuidado com as afirmações de que o Poder é constituído por Deus e nisso justificar o fato de não querermos ir contra as más autoridades políticas que não atendem às necessidades do povo,  mas se esbaldam no poder, às custas da miséria das massas.

Nós vivemos na terra e, aqui quem decide em quem votar é o homem, mesmo quando influenciado por supostos intermediários de Deus.

Antônio Leitão

O cego de visão.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Encontro com parlamentares no Senado, na luta pela aprovação do PLC 040/2010, que trata da Aposentadoria Especial da Pessoa com Deficiência.

domingo, 9 de maio de 2010

NOVOS TEMPOS, NOVOS RUMOS!

É claro que em seus cinco mandatos, o Deputado Benício Tavares acabou produzindo inúmeras conquistas importantes para as pessoas com deficiência do DF, incluindo algumas políticas públicas interessantes como por exemplo, a quebra do tempo de validade dos atestados médicos para as pessoas com deficiência permanente, mais ressentemente.

Entretanto, não é difícil comprovar que a maioria das conquistas produzidas pela atuação deste parlamentar, foram concebidas e construídas sempre na perspectiva da dependência, do cárcere, do
assistencialismo e do claro incentivo no sentido de que as pessoas com deficiência devam fazer opção pelo parasitismo em vez do protagonismo da sua própria causa.

Por entender que o tempo é o Senhor da Razão e que, na medida em que o tempo passa, mudanças inevitáveis acontecem a todo momento, cabe a nós, cidadãos atentos, promovermos as devidas mudanças nas nossas perspectivas e expectativas de vida, em conformidade com a velocidade em que o tempo caminha.

Estamos falando de autodefesa, autodeterminação, autonomia e de produtividade. Por isso, sempre somos adeptos da tese de que deficiente produtivo é Homem livre, portanto, feliz. Já que a Educação liberta e o Trabalho afirma a independência humana, por que não começarmos por aí? Na medida em que soubermos construir e conquistar espaços sociais com acessibilidade plena, uma Educação instrumentalizada e equipada em todos os níveis para atender a todos prerrequisitos que nos garantam uma formação intelectual e instrucional de acordo com os avanços das ajudas assistivas tecnológicas, então teremos ao alcance das nossas próprias mãos, o êxtase do privilégio de sabermos que a nossa inserção social estará assegurada e que, a partir daí, todas as nossas ascenções humanas serão possíveis.

Vale salientar que, a acessibilidade em espaços sociais e uma Educação de qualidade são conquistas inerentes aos nossos direitos humanos de cidadãos partícipes da construção de uma justiça social comum a todos os brasileiros.

Entretanto, a necessidade de trabalho, emprego e renda é uma lacuna que tem que ser preenchida, porque se trata de um Direito indispensável como garantia fundamental da efetiva abertura de todos os caminhos que nos levarão à conquista incontestável da nossa cidadania plena. Esta cidadania plena só ocorrerá quando conquistarmos autonomia de Fato e de Direito. Para isso, precisamos de uma qualificação profissional especializada, que leve em conta o estudo objetivo das nossas limitações, individuais e coletivas, na perspectiva da superação viável, não, da ilusão suceptível.

Nossas limitações jamais serão nossas inimigas, se tivermos a exata noção das nossas vocações,
potencialidades e possibilidades, para que possamos com autonomia e discernimento, construir as nossas próprias escolhas. Quem escolhe bem, tem mais chances de superar as barreiras do dia-a-dia.

Esta reflexão está sendo feita para mostrar que, não só a atuação do Deputado Benício como também, a interferência de muitas outras pessoas do País inteiro, que se dizem ardorosas  defensoras da causa das pessoas com deficiência, vêm ao longo dos tempos, reduzindo estas pessoas, à pífia condição de pedintes compulsórios. E como se sabe, um pedinte compulsório não desperta respeito, causa preconceito. E que fique bem claro, um indivíduo só pede pela condição e jamais pela deficiência.

Portanto, quando constatamos isto, é porque algo está muito errado.


Por isso, vimos por meio deste propor, não só a todas as pessoas com deficiência como também aos seus familiares e amigos, a construção de um pacto coletivo e favorecedor da criação de um ambiente próprio, próspero e propício à viabilização de novos rumos e novas perspectivas para as pessoas com deficiência, conofrme os ditames da Convenção da ONU.

Sou Coordenador do núcleo de Base das Pessoas com Deficiência do PSB e convido a todos, para que juntos, possamos abrir esta nova estrada.

Antônio Leitão

O cego de visão.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

REFRESCANDO A MEMÓRIA

A matéria abaixo é o perfeito exemplo do que é ser o suprassumo da cara de páu do descaramento e da pouca vergonha.
 
É uma clara demonstração de quem tem despreso pela inteligência das pessoas.
Muito ao contrário dele, Eurides Brito pode ter todos os defeitos do mundo, mas não vai renunciar, mesmo sabendo que sua cassação é quase certa. Roriz renunciou porque é desonesto, como todos os outros que estão fazendo isso até hoje. Eurides não renuncia e demonstra dignidade. Como ela mesma diz: "Não quero deixar para os meus netos o ato covarde de me declarar culpada sem passar por qualquer julgamento.
Parabéns Depa. Eurides, poresta atitude de não renunciar. Meus pêsames Depa. Jaqueline Roriz.
 
Antônio Leitão
O cego de visão.



04/07/2007 - 21h02
Roriz renuncia ao mandato para escapar de processo de cassação
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GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI- da Folha Online, em Brasília
O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), 70, renunciou hoje ao mandato parlamentar para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. Por meio de carta, lida pelo senador Mão Santa (PMDB-PI), Roriz fez críticas ao "desapreço" dos colegas, à atuação do corregedor-geral Romeu Tuma (DEM-SP) e ao "furor da imprensa".
Lula Marques/Folha Imagem
Roriz ajoelhou e rezou na Catedral de Brasília após se defender
"Às vezes, da renúncia depende a honra do cidadão. Nessas denúncias todas, pesaram apenas o propósito de destruir uma vida pública", disse ele na carta.
Com a renúncia, Roriz evita o processo que, no limite, poderia cassar seu mandato e torná-lo inelegível até 2022 --quando terá 86 anos (ele completa 71 anos em agosto).
Roriz disse que sua decisão foi tomada em respeito aos eleitores do Distrito Federal. "São por essas razões que sou obrigado a tomar [essa decisão], por respeito ao povo do Distrito Federal. Não temo que meu gesto seja interpretado como demonstração de fraqueza. Prefiro acreditar na grandeza que se pode colher quem vive os fatos da história."
Ele demonstrou ter ficado magoado com o corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), que disse que as denúncias contra o colega eram graves. Roriz disse o corregedor que não se ateve às cautelas éticas.
O peemedebista também se queixou da falta de coleguismo, já que somente 12 senadores acompanharam seu discurso de defesa. Hoje, somente cinco senadores estavam no plenário durante a leitura da carta de renúncia.
A renúncia foi apressada pela decisão da Mesa Diretora do Senado de encaminhar a representação do PSOL contra Roriz para o Conselho de Ética. Para evitar o processo, Roriz precisava renunciar antes de ser notificado pelo conselho.
Como o presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que notificaria Roriz nesta quinta, o senador peemedebista encaminhou na noite desta quarta-feira sua carta de renúncia.
Denúncias
Roriz foi acusado de quebra de decoro após a divulgação de conversas telefônicas que o mostraram negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Tarcísio Franklin de Moura. A partilha seria feita no escritório do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol.
As gravações foram realizadas durante a Operação Aquarela, comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que desbaratou um esquema de desvio de dinheiro do BRB.
O ex-governador negou as acusações e disse que pediu um empréstimo de R$ 300 mil a Nenê --quantia descontada de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário. O dinheiro, segundo ele, teria sido utilizado para comprar uma bezerra e ajudar um primo.
Nos últimos dias, as denúncias contra Roriz ganharam um elemento extra com a publicação de uma reportagem da revista "Veja", informando que Roriz teria utilizado parte dos R$ 2,2 milhões para subornar juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal em processo contra ele nas eleições do ano passado.
Renúncia em bloco
Roriz tentou articular, até o último momento, apresentar um pedido de renúncia em bloco. Ou seja, renunciariam ele, o primeiro suplente, Gim Argello, e o segundo, Marcos de Almeida Castro.
A renúncia em bloco abriria uma vaga de senador pelo Distrito Federal, já que não haveria substitutos para Roriz. Com isso, a Justiça Eleitoral teria que convocar nova eleição no prazo de 90 dias. A expectativa de Roriz era conseguir ser eleito novamente para o Senado.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Agnello Não é Réu

Conforme informações de amigos que viajaram pra fora do DF ressentemente, hoje, o povo por lá, nos olha com muito mais desconfiança, é claro, depois da divulgação do espetáculo de escândalos, nos quais está envolvida uma boa parte dos responsáveis pelos Poderes daqui.



Na prática,todos os moradores do Distrito Federal estão sofrendo punição moral por causa do mal comportamento das nossas autoridades constituídas. E, o que é pior, não se pode fazer nada de imediato, porque fomos nós quem as colocamos onde estão e estamos nas mãos delas, não só porque elas são maioria absoluta no controle do poder, como também faltam-nos mecanismos apropriados de proteção com efeito rápido, que pudessem nos livrar deste terrível embrolho.


Estamos no caos moral e ético, jamais visto em lugar nenhum e ainda estamos sendo punidos a priori, e totalmente sem defesa. É muito bom salientar que só chegamos aqui, porque talvez tenha nos faltado coragem, decência e vergonha na cara para tomarmos sérias providências no sentido de buscar alguma forma de reprovar os atores-autores deste esquema maléfico que tanto nos incomoda neste exato momento.


Como sabemos, nada há de novidade para ninguém, basta voltar ao início dos anos noventa para encontrarmos: o Consórcio do Metrô, o empreguismo da NOVACAP e das Administrações regionais, ICS, a farra de lotes, os Anões do Serrado, supostos desvios de verbas em áreas essenciais, privatização dos semitérios, os Vampiros da Saúde, supostos contratos superfaturados em obras inacabadas ou em prestação de serviços de péssima qualidade, o escândalo do rio Bartolomeu, o escândalo do rio Amazonas, parlamentar acusado de matar pessoas e que adulteraria publicações do Diário Oficial da CLDF, escândalo da merenda escolar e do Professor Nota Dez, grilagens de terras com evidências de partipação de parlamentares...


Enfim, ao longo dos tempos tudo isso vem acontecendo e pelo visto, com acobertamento orquestrado por vários setores importantes da nossa cidade. Alguns por levarem vantagens, outros por nutrirem esperanças nisto e os demais por pura acomodação plena.


Quem não se lembra das denúncias de suposto engajamento político de membros da nossa polícia civil em períodos eleitorais? Quem não se lembra dos Habeas Corpus, das liminares, enfim, dos recursos absurdos aceitos pela justiça, em favor de muitos denunciados? De repente, somos "surpreendidos" a conta gota, em dose homeopática, com a explosão de um escândalo magistral, muito provavelmente, a serviço de interesses escusos e todo mundo é "inocente".


Diante de tanta sujeira, ainda existe gente querendo fazer tempestade em copo dágua, só pelo fato de que Agnelo Queroz possa ter visto vídeos a respeito desse escândalo há meses. Até parece que a maioria das denúncias feitas neste país não morrem na praia e que os denunciantes correm sérios riscos, inclusive de desmoralização por parte de quem tem que investigar. Eu quem o diga...


Além do mais, convenhamos, não só Agnelo como tantos outros figurões partidários locais e, provavelmente até membros da imprensa, viram vídeos ou ouviram promessas claras de vingança.

Conforme evidências de críticos da nossa Imprensa, teria havido orquestração até na hora de se fazer a explosão do balão de ensaio que aí está. É balão de ensaio sim, porque ainda há muitas feridas a serem tocadas e isso inclui estatais e prováveis envolvimentos escabrosos de políticos locais com políticos do Entorno.

Bem, diante de todo este quadro de gravidades irreparáveis, querer fazer de Agnelo Queroz um dos principais vilões da história, me parece uma grande piada e um tanto quanto perigosa. Mais do que nunca, é hora de rediscutirmos o nosso surrado Distrito Federal em todos os sentidos possíveis e imagináveis.


E é importante que se faça isso na perspectiva de que se encontremos curas definitivas para os males que tanto têm nos afetado ao longo dos tempos.


É preciso que busquemos saídas que nos assegurem uma vida digna e tranquila a médio e longo prazo.
O Distrito Federal precisa respirar em paz e o nosso povo merece respeito.


"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".




Antônio Leitão


O cego de visão.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

DO FUNDO DO BAÚ

Não faça de sua Bíblia uma arma, a vítima pode ser você.







A assimetria de acessibilidade é um mal desnecessário, tanto ao direito à comunicação quanto ao direito de ir e vir. Cabe às regras do desenho universal servirem de parâmetro para que todas as obras físicas, escritas, faladas, pensadas etc, se transformem em caminhos viáveis que garantam o bem-estar de todos.






"É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino do Céu". Até parece que todas as lideranças religiosas têm completa aversão à riqueza. Até parece que a teologia da libertação não foi trocada pela teologia da prosperidade e que nenhuma igreja detém qualquer patrimônio. O camelo do qual se refere a frase supracitada, é uma corda bem grossa; não o animal das Arábias.






Além das contradições mensionadas, a palavra camelo demonstra a completa falta de interesse em atualizar o vocabulário bíblico em conformidade com as línguas modernas, contanto que existam algumas tentativas sem grandes significações e intenções efetivas.






Conforme se sabe, até o advento do protestantismo, a Bíblia era uma obra privativa, onde tão somente os padres tinham acesso exclusivo. Lutero então, teve a brilhante ideia de trazer este livro para o ceio do povo. O problema é que além do povo ser analfabeto, Lutero ao traduzir a Bíblia teria, ao mesmo tempo, consolidado o idioma alemão através do exercício da construção feita; daí, ter nos legado alguns equívocos semânticos que, até hoje não incomodam aos seus seguidores.






A Bíblia tanto quanto o Alcorão, é um Tratado Ético-Filosófico da melhor qualidade, só que usado como uma leitura misteriosa, quase que indecifrável, segundo alguns supostos iluminados. Conforme estes, que se dizem tão seguidores de Lutero quanto de Cristo, o texto da Bíblia seria cheio de simbologia, por isso sua interpretação só estaria ao alcance dos escolhidos. Mas, que escolhidos? Os estudiosos buscadores de verdades ou as cúpulas compostas por enganadores do povo?






Inclusive, há quem fale até em verdade de Deus e verdade do Mundo. Se Deus criou o mundo conforme defendem com unhas e dentes os criacionistas, porque duas verdades? Bem, este ensaio analítico está sendo feito, não porque tenhamos qualquer óbice às práticas religiosas ou à Bíblia; mas, porque entendemos que nenhum instrumento construído em prol do bem comum, pode ser usado como arma de dominação contra a respectiva efetivação do próprio bem comum.






Na medida em que se tenta transformar aquilo que deveria ser o principal caminho de libertação do povo, em obstáculo feroz a este objetivo, é porque só pode ter alguém querendo levar algum tipo de vantagem escusa. E, até onde se saiba, só as cúpulas são capazes desta terrível atrocidade. Como já foi dito, onde houver teias de segredos, há sugeiras, traições, ganância, chantagens, subornos, delações: premiadas, ou não, enfim, formação de quadrilhas prontas para o enriquecimento ilícito.






Também deve-se salientar que o princípio básico dos segredos de segurança nacional é subterfugiar mecanismos escusos que garantam a impunidade das autoridades em relação aos seus deslises. Por exemplo, há muitos gastos através dos cartões corporativos dos chefes do Poder executivo sem que seja preciso dar quaisquer explicações. Faz-se mister dizer que não devemos condenar nem ignorar a importância das estratégias dos procedimentos investigativos, instrumentos essenciais para desvendar crimes.






É claro que toda condução de processos é lícita, desde que não sirva de subterfúgios para legitimar a prática da exploração do Homem pelo Homem. Infelismente ou não, desde que o mundo é mundo, existem as sociedades secretas ou abertas que tiveram papel relevante na evolução humana. Entretanto, o próprio Homem se encarregou de deteriorar isto, ao longo dos tempos. Por exemplo, outro dia, arruda teria desistido da maçonaria para não ser expulso de lá.






Bem, como se sabe, desde a época do Império, haveria indícios de que a Maçonaria teria membros ocupando o Poder no Brasil como também os teriam, outras entidades semelhantes, inclusive, as igrejas.


A pergunta que não quer calar é a seguinte: em isto sendo verdade, por que que o exercício do Poder aqui, neste país é tão ruim, tão podre? Se estas entidades pregam a retidão, a solidariedade ao próximo, a moral, a ética e os bons costumes; será que os seus membros são alienados insanos ou estas entidades estão perdendo as reais finalidades existenciais, ou, precisando ser repensadas? Que fique bem evidente: não temos nada contra a Maçonaria, a Bíblia, as Igrejas ou quem quer que seja.






Acontece que aqui neste país, toda vez que alguém resolve ousar fazer reflexões críticas sobre temas que precisam ser repensados, logo se diz: alguém atacou fulano, isso ou aquilo.






Crítica não é ataque. O ataque só é usado em combate. Não tenho qualquer intenção de entrar em guerra com quem quer que seja. Se a Democracia existe, logo, o exercício do pensamento livre é indispensável para que a evolução seja concreta e completa.






Sou daqueles que acham que tudo é discutível, incluindo: Partidos Políticos, Religiões e Times de Futebol.


Antônio Leitão
O cego de visão.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A ÚLTIMA REFLEXÃO DE 2009

É com orgulho que podemos comprovar que o PSB é hoje, dos Partidos Políticos que tiveram membros ocupando cargos no Governo Arruda, o único Partido que efetivamente, deixou o GDF. Aliás, o PSB enquanto Instituição nunca esteve neste Governo...


Conforme declarações da Executiva, Rogério Ulisses, que foi advertido algumas vezes, é que insistia em fazer opção pessoal de ocupação política por conta e risco do seu próprio Mandato Parlamentar.


Fazemos questão de frisar isto porque, com raras exceções, a grandessíssima maioria das personalidades partidárias que se dizem ter deixado o GDF, deixou em seu lugar, o seu adjunto, legítimo representante do titular desde sempre, quando o mesmo não podia estar em vários lugares ao mesmo tempo, portanto na prática, o suplente não vai fazer nada sem ouvir as ordens do seu antecessor.


Como se pode observar, nada muda no Governo Arruda, nem as possibilidades de falcatruas, nem os seus atores autores.


Este preâmbulo só serve para nos mostrar que desde 1930, os Poderes Constituídos do Brasil, não passam de um grande consórcio entre os gestores públicos e os empresários, onde, eles dividem os lucros entre si mesmos, pois fazem parte de uma cúpula irrevogavelmente hermética e socializam as despesas impagáveis, entre o restante de 90% dos brasileiros que nunca chegou sequer próximo do balcão de negócios sujos para dar qualquer opinião a respeito dos atos e acertos secretos do grande consórcio o qual, já nos referimos onde, os seus "empreendedores" ignorando as regras correntes de qualquer mercado civilizado, se autoelegem em demanda única e exclusiva e abocanham todas as ofertas produzidas pelo PIB nacional.


Que mercado é este que só leva em conta as ofertas que irão direto para os bolsos sem fundo dos negociateiros implacáveis e passam por cima das necessidades do povo, que nunca deixarão de ser tratadas como demandas reprimidas, por isso, jamais resolvíveis? É bom salientar que o Brasil já passa da hora de eleger um Presidente que não seja egresso da podricéia paulistana desvairada.


Conforme vimos naquele email que revela detalhes da operação do pagamento de supostas dívidas trabalhistas a servidores da CLDF, o consórcio que "governa" o nosso imenso País é bastante ramificado e, só se acabará no dia em que o nosso povo souber votar a favor do próprio povo.


E não basta só votar, tem que fiscalizar: pela internet, convocando as autoridades para reuniões de cobranças, enfim, exigindo também destas autoridades o direito de retirar dos mandatos ou de qualquer função pública, os vilões traiçoeiros e enganadores da boa fé popular colocados em cargos públicos, através do voto, ou seja: o povo põe, o mesmo povo tira de lá, todo aquele político que não corresponder aos anseios dos seus eleitores.

Precisamos brigar pela suspensão imediata dos direitos  
políticos de qualquer autoridade que recaia sobre si, suspeitas robustas de conduta prejudicial ao bom andamento da gestão pública, melhor dizendo: não se pode pretender que um julgamento político passe pelos mesmos trâmites de um processo judicial. Isso só será possível aqui no DF por exemplo, se conseguirmos fortalecer o pacto da renovação total, desde o Governador até o Distrital.

Por que temos que ficar alimentando candidaturas de ex-governadores ao GDF? Que diabos!!! Será que nós não temos ninguém que nunca foi governador que possa ser capaz de ocupar este cargo? Chega de Roriz, chega de Cristovam, chega de Arruda. É hora de novidade.


Roriz já governou o DF por quatro vezes e, se fosse um político correto, não teria   renunciado o cargo de senador, para não ser cassado; Cristovam fez um governo sem vícios, entretanto, hoje, não tem mais as mesmas condições de há quinze anos, o senário também está muito diferente e pretende continuar no Senado Federal desempenhando um papel mais significativo em prol da Educação brasileira; e Arruda... não dá nem pra comentar.


Precisamos de sangue novo no Distrito Federal, preferencialmente, quem nunca foi eleito ou aquele que, comprovadamente, tenha feito ao longo dos tempos, grandes mandatos... precisamos de um médico que cure as dores da nossa combalida máquina pública ou de um cego luminário que não faria de deputados, secretários de Estado; só nomearia para secretários e adjuntos, membros egressos do quadro de carreira das respectivas Secretarias, regulamentaria os Artigos 10 e 12 da Lei
Orgânica, alguns impostos arrecadados pelo GDF na qualidade de município seriam repassados equitativamente para as nossas cidades em conofrmidade com o poder arrecadador de cada uma etc.


Temos que estirpar políticos bilionários e ou, aqueles que fazem Projeto de Leis como um que obriga as empresas do DF que vendem pelo Cartão de Crédito, repassarem para as respectivas operadoras correspondentes, os cadastro dos clientes.


Não podemos mais permitir que a inércia dos nossos sentimentos de revolta deixe que a impunidade permaneça afrontando a dignidade dos homens e das mulheres de bem do Distrito Federal. Brasília só será limpa se votarmos em candidatos de ficha limpa.


Feliz   2010!




Antônio Leitão

O cego de visão.

http://www.blogdoantonioleitao.blogspot.com